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Iniciativas

Cooperativa de Solidariedade Social do Povo Portuense, CRL

Cooperativa de Solidariedade Social do Povo Portuense, CRL

Cooperativa de Solidariedade Social do Povo Portuense, CRL


Rua do Paraíso, nº 217, 1º
4000-377 PORTO
Telef.: 22 205 70 82
Fax: 22 203 89 43
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CSSPP - Uma cooperativa aberta à sociedade

Nascida há 112 anos, a Cooperativa de Solidariedade Social do Povo Portuense acaba de se associar à rede Animar. Criada por operários portuenses, para colectivamente acerem à cultura, instruírem-se e acudirem aos constrangimentos sociais por eles sentidos, estes continuam a ser campos de intervenção actuais. Solidária e aberta à sociedade, a Cooperativa já abrigou a companhia de teatro Seiva Trupe, acolhendo actualmente no seu imenso espaço mais de 20 associações e colectividades. Paulo Jorge Teixeira, Presidente eleito no final de 2012, fala-nos da Cooperativa, do associativismo e da adesão à rede Animar

CRL Grande image1Como, quando e em que circunstâncias foi criada a Cooperativa Portuense?

Paulo Jorge Teixeira, Presidente da Cooperativa Portuense
A CSSPP resulta de uma fusão efectuada em 1900, de várias Associações e Cooperativas operárias que existiam no Porto.
No entanto, consideramos 1893, como o acto fundador dos valores e princípios desta Cooperativa, com a criação do Instituto de Instrução Antero de Quental.
Surge no meio operário, segundo a ideia e modelo da Casa do Povo de Bruxelas, com intuitos Associativos, Culturais (alfabetização das pessoas) e sobretudo Assistenciais, terminar com os funerais de vala comum e dar até na morte dignidade a quem tanto sofreu na vida.

Actualmente, a que se dedica a Cooperativa, que tipo de actividades desenvolve?

Hoje em dia, 120 anos depois deste acto fundador, as preocupações são as mesmas, as necessidades são iguais e as metas a atingir continuam as mesmas.
As grandes vértices pelo qual somos conhecidos, são os subsídios de funerais que damos, e que completam para as famílias o acto do funeral, e através das nossas Clínicas (Porto e Vila Nova de Gaia), assistimos diariamente largas dezenas de Associados, a preços substancialmente mais baratos do que os do Serviço Nacional de Saúde.
Isto tudo sem filas, sem esperas, dando e proporcionado os melhores cuidados médicos e de enfermagem possíveis.
Somos também viveiro de Associações dado termos no nosso 2º andar, uma vintena de salas onde as Associações e colectividades populares da cidade podem nascer e crescer com confiança, a exemplo do que se verifica há mais de 50 anos.

É frequente dizer-se que o associativismo, e o cooperativismo em particular, atravessam uma crise, que já não atrai os jovens. Sentem isso? Como pensam ultrapassar essas dificuldades?

Não concordo com a maneira como a frase é dita, existe sim uma crise de pessoas dedicadas às Associações mais antigas, mas acho que nascem também mais.
O problema é mais vasto, e não temos aqui tempo para o escalpelizar eficazmente.
A razão reside numa total ausência de sentido e valor de comunidade, pois deixamos, nos últimos 40 anos, de pensar em termos de grupo, de comunidade, e até de Povo.
Estamos agora a pagar o preço.
Contudo, acho que já batemos no fundo, e estes tempos são propícios a isto mesmo, e ao reforço dos laços.
A crise cria oportunidades e sobretudo no 3º sector, o mais justo e mais eficiente, porque liga pessoas entre si, a época em que vivemos será de crescimento. Nós vemos isto mesmo nos últimos meses aqui na Cooperativa.
Em quatro meses, já entraram em número cerca de 45 % dos sócios totais que entraram no ano passado.
Como ultrapassar isto? Com trabalho, ouvindo e tendo a humildade de ir aos sócios falar com eles, e sendo útil e fazendo coisas necessárias, se o trabalho for bom e soubermos motivar os 18.000 Associados, achamos que iremos crescer.

Vocês aderiram recentemente à rede Animar. Porque?

É verdade, por várias razões que passo a elencar.
Porque acreditamos no projecto, e na equipa que o dirige, e porque queremos fazer mais.
Pela partilha de valores e princípios que acreditamos existir na rede, e sobretudo e mais importante, porque juntos todos podemos fazer mais dar mais e contribuir para o crescimento deste nosso 3º sector.

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