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Práticas de Inovação Social

Projeto "Libelinha"

1. Identificação da Entidade – Prática

Qual a designação da prática: Projeto "Libelinha"
Prática em: Referenciação, Reconhecimento
Entidade Responsável pela Prática: Município de Valpaços
Pessoa de Contato na Entidade: Dr. Amilcar Castro de Almeida
E-mail: amilcar.castro@valpacos.pt
Telefone: 278710130

2. Identificação da Prática de Qualificação / Capacitação /Inovação Social

Identificação das áreas temáticas (Escolher a(s) opção/opções que melhor enquadre a prática): Cidadania e Igualdade, Formação / Capacitação, Inovação Social, Outros
Objetivos e finalidade da Prática: Estabelecer uma rede de apoio comunitário, de maneira a apoiar a comunicação entre as famílias monoparentais, bem como desenvolver os outros sistemas de apoio existentes na comunidade. Ajudar estas famílias, a melhorarem a capacidade de enfrentarem as dificuldades e de lidarem com os problemas com que se deparam, reconstruindo uma vida familiar saudável e autónoma. Desta forma, pretendemos:

• Identificar os modos de vida e possíveis carências das famílias monoparentais do Concelho de Valpaços. Formar as famílias monoparentais sobre a higiene corporal e habitacional;

• Dar a conhecer o projeto Libelinha a todas as famílias monoparentais;

• Prestar apoio sócio-psicológico a 30% das famílias monoparentais;

• Criação de pequenos grupos de trabalho onde possamos identificar situações problema comuns;

• Formar as famílias monoparentais de acordo com as problemáticas identificadas.
Beneficiários e destinatários - público-alvo: Este projeto nasceu da necessidade de acompanhar o crescente número de famílias monoparentais do concelho, com pelo menos um filho até os 18 anos. A Divisão da Ação Social achou pertinente e urgente prestar apoio a estas famílias pelo facto de serem muitas vezes consideradas de risco e mais vulneráveis a problemáticas económicas e sociais. Considerou-se prioritário dotá-las de competências para enfrentarem as atuais dificuldades e perceber quais os maiores obstáculos com que elas se deparam.
Parceiros comprometidos com a prática [Indique as organizações comprometidas, formal e informalmente, com a prática]: Centro de Saúde de Valpaços; IEFP de Chaves; Núcleo da Cruz Vermelha de Valpaços, Agrupamento de Escolas de Valpaços; Presidentes de Freguesia do Concelho; Serviço Local da Segurança Social de Valpaços; IPSS's do Concelho; ADRAT; CLDS 3G; UTAD; GNR, Rede Social.
Identificação do Princípio(s) em que a prática se inscreve. Selecione uma ou mais das seguintes opções: Participação, Inovação Social, Equidade e Inclusividade

3. Fundamente a(s) escolha(s) acima referida(s): apenas o princípio que quer ver referenciado ou reconhecido

4. Caracterização e Construção da Prática

A que problema pretende responder? Que solução foi implementada?: Pretende responder às necessidades das famílias monoparentais do concelho. Criou um projeto de proximidade a estas famílias, com acompanhamento semanal através de trabalho de grupo e dinamização de sessões de sensibilização e formação para o grupo alvo.
Que competências foram necessárias para a construção da prática?: Previamente foram contactados os vários parceiros com relevância no grupo alvo, de forma a discutir e diagnosticar estas situações. Posteriormente foram feitos estudos de caso e criada uma equipa de trabalho com competência na área da monoparentalidade. Foi feita divulgação através de flyers, com distribuição nos vários serviços.
Como foram envolvidos os beneficiários e destinatários da prática?: As famílias foram previamente sinalizadas através dos parceiros, do atendimento na ação social do Municipio, pela Segurança Social, Centro de Saúde, entre outros. Seguidamente as famílias foram contactadas individualmente para conhecimento do projeto e foi elaborado um processo individual para diagnóstico técnico. Posteriormente reuniram-se as famílias em grupo.
Que metodologias e instrumentos foram utilizados?: Levantamento do nº de famílias monoparentais (Gabinete de Ação Social do Município e dos vários parceiros);Criação de uma base de dados (Access e Excell);organização de grupos em função da situação profissional e local de residência; após uma reunião com todas as famílias, as interessadas inscreveram-se para a participação nas sessões de formação.De 2011 até 2015, participaram num total 25 famílias divididas em 4 grupos. Atualmente estamos a trabalhar com o 5ºgrupo. Cada sessão tem uma duração de 2h e cada grupo de formação decorre num período, aproximadamente, de 6 meses. As sessões são semanais e contamos com a parceria do centro de saúde de Valpaços entre outros.Optamos por organizar pequenos grupos de forma a trabalhar dinamicamente, criando um ambiente intimista e de fácil exteriorização. Elaboramos o plano de ação, tendo em atenção as principais debilidades das famílias em causa. Este plano está sempre sujeito a alterações, sugeridas pelas participantes.
Que dificuldades e obstáculos foram encontrados? Quais as formas encontradas para os superar?: • A dificuldade inicial de se abrirem em grupo;

• Nivel de escolaridade baixo das participantes;

• A deslocação e a distância;

• Ausência de transportes públicos para a deslocação das utentes fora da sede de concelho;

• Entidades empregadoras pouco flexíveis para a dispensa das utentes duas horas por semana;

• Dificuldade em aderir a uma formação que não é remunerada;

• Indisponibilidade de cabimento orçamental por parte do Município para pagar a formadores externos.
A prática contribuiu para o reforço das competências dos atores, agentes e organizações envolvidos na sua construção? Quais e em que medida?: Sim, na medida em que o Município implementou atividades que contribuíram claramente para o reforço de competências parentais do grupo alvo envolvido. Facilitou a implementação de diversas ações de formação e sensibilização, dinâmicas de grupo, em que participaram não só as famílias mas também os vários parceiros.
Consideramos que as sessões foram bastante positivas, tendo sido notória uma evolução da maioria dos participantes no comportamento dentro do grupo. O feedback que nos foi dado foi sempre muito positivo, referindo que o relacionamento com os filhos tinham melhorado bastante depois das sessões.
A prática demonstra valor e mais-valias que garantem a sua autossustentação e viabilidade?: Sim, pois a prática não depende de financiamentos externos. O Município é o grande mentor deste projeto, sendo imprescindível o apoio que é dado sempre que necessário às famílias, a nível económico, habitacional, social e emprego. Na avaliação final há um consenso geral da equipa de que estas famílias, com esta formação, atingem uma maior autonomia e sustentabilidade.
Liste e anexe evidências relevantes para aprofundamento da prática (links sites, fotografias, documentos resumo, documentos síntese de avaliação, testemunhos, notícias, etc.: Plano
Questionários de Avaliação
Sumário das Sessões
Flyers e Cartaz
Anexos

panfleto-monoparentais.pdf
Questionu00e1rio-inicial-e-final.docx
Apresentau00e7u00e3o-do-Projecto-Libelinha.ppt

5. Transferência, Incorporação e Disseminação da Prática

Em que medida pensa que a prática pode ser útil a outras organizações?: Pode ser útil, na medida em que após quatro grupos de trabalho verificamos uma melhoria no modus vivendi das famílias. O contributo dos grupos de trabalho foi bastante evidente, pois geraram-se relações de amizade entre as famílias. No nosso entender esta prática pode ser replicada noutras organizações que tenham identificada esta problemática da monoparentalidade.
Em que medida estaria disponível para apoiar uma adaptação da prática a outros contextos ou trabalhá-la em parceria com a Rede ANIMAR?: O Município está aberto a todos os desafios, apoiando na disponibilização de documentação necessária.
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Redes e Parcerias

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