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Práticas de Inovação Social

Programa Interpares para a Prevenção da Violência em Meio Escolar – Jovens (in)formar para a ação

1. Identificação da Entidade – Prática

Qual a designação da prática: Programa Interpares para a Prevenção da Violência em Meio Escolar – Jovens (in)formar para a ação
Prática em: Referenciação, Reconhecimento
Entidade Responsável pela Prática: Associação Fernão Mendes Pinto
Pessoa de Contato na Entidade: Marta Sousa Santos
E-mail: marta.santos@afmp.pt
Página Web e/ou Redes Sociais: http://afmp.pt/
Telefone: 969571742

2. Identificação da Prática de Qualificação / Capacitação /Inovação Social

Identificação das áreas temáticas (Escolher a(s) opção/opções que melhor enquadre a prática): Cidadania e Igualdade, Crianças e Jovens, Violência Doméstica, Outros
Objetivos e finalidade da Prática: O objetivo é sensibilizar adolescentes e jovens para a alteração de comportamentos, motivando à mudança através do aumento dos níveis de informação, mas também como agentes de ação direta junto dos seus pares. Temas como: direitos humanos, igualdade de género, violência de género, homofobia foram explorados recorrendo a diferentes estratégias e metodologias ativas que podemos sistematizar em 3 fases:

1ª fase – a passagem de conhecimento em contexto de sala de aula – exploração temática 1 vez por mês;
2ª fase – idealização e planeamento de temáticas e estratégias de intervenção em contexto escolar pelos/as alunos/as para intervir com os pares e com supervisão/orientação da equipa do Projeto;
3ª fase – desenvolvimento de ações pelos/as jovens envolvidos pelo Programa – Jovens em Ação – em contexto escolar e rentabilizando as dinâmicas escolares já existentes
Beneficiários e destinatários - público-alvo: Alunos/as do 8 º ano – trabalho mensal durante dois anos letivos

Comunidade escolar – docentes, auxiliares e outros/as alunos/as da Escola EB 2/3 da Carapinheira
Parceiros comprometidos com a prática [Indique as organizações comprometidas, formal e informalmente, com a prática]: Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho

EB 2/3 da Carapinheira
Identificação do Princípio(s) em que a prática se inscreve. Selecione uma ou mais das seguintes opções: Igualdade de Género

3. Fundamente a(s) escolha(s) acima referida(s): apenas o princípio que quer ver referenciado ou reconhecido

4. Caracterização e Construção da Prática

A que problema pretende responder? Que solução foi implementada?: Desenvolver nos jovens aprendizagens para: a não reprodução de estereótipos de género, de representações vigentes nos modelos parentais, que se tornam visíveis com o aumento das situações de violência nas relações de namoro; a não reprodução de papéis de género tradicionais que têm influência direta na aceitação da diferença, onde as manifestações homofóbicas persistentes na sociedade, sentida através do bullying e ciberbullying. Implementação de Programa de Prevenção Interven. em Meio Escolar.
Que competências foram necessárias para a construção da prática?: Domínio de conhecimentos e temáticas como:

Igualdade de género,
Violência de Género e Violência Doméstica,
Direitos Humanos e Homofobia;
Tratados e Convenções Internacionais,
Planos Nacionais para a Promoção da Igualdade de Género e Prevenção da Violência;
Domínio de conhecimentos para o desenvolvimento transversal das temáticas;
Idealização e dinamização de sessões para adolescentes e jovens (metodologias e dinâmicas ativas);
Entre outras.
Como foram envolvidos os beneficiários e destinatários da prática?: Os/as alunos/as foram envolvidos/as em sessões de 90m e outras ações para preparação da mensagens a transmitir à comunidade escolar (esta dinâmica envolveu ainda os/as docentes das disciplinas de Formação Cívica, História e Educação Visual).
Na dinâmica desenvolvida foram identificados momentos específicos (como o Dia Internacional dos Direitos Humanos, entre outros) para que os beneficiários/as partilhassem com a comunidade escolar as aprendizagens realizadas
Que metodologias e instrumentos foram utilizados?: Idealização para cada Sessão de conteúdos e dinâmicas ativas para facilitar a interiorização e o envolvimento dos/das alunos/as (recurso a vídeos, dramatizações, músicas, leitura de textos, debates reflexivos);
Idealização de materiais informativas pelos/as jovens (imagens e mensagens) e pela equipa e docentes dirigidos à comunidade escolar;
Realização de sessões informativas pelos/as alunos/as aos seus/suas pares;
Constituição de um Grupo Fechado no facebook para motivar à pesquisa e partilha de informação entre os pares;
Envolvimento e partilha de recursos sobre as temáticas com a equipa de docentes;
Todo o Programa foi construído tendo por base a partilha de recursos humanos, materiais e financeiros entre entidades públicas, privadas sem fins lucrativos e Programa Cidadania Ativa.
Que dificuldades e obstáculos foram encontrados? Quais as formas encontradas para os superar?: A dificuldade em conciliar os horários (90m) para atribuição ao Programa;
Nem toda a comunidade escolar compreende a importância do envolvimentos dos/as alunos/as para além das aprendizagens académicas;
Não foram utilizados instrumentos de avaliação – pré e pós intervenção. Está apenas previsto na Avaliação de Impactos a realização de um Focus Group com alunos/as (após 6 meses);
A dificuldade de envolver a família nas ações do projeto (ações em horários laboral);
Para superar a proposta foi aprovada em Conselho Pedagógico no inicio do ano letivo e pela Direção do Agrupamento de Escolas – no que diz respeito à cedência de tempos letivos de outras disciplinas para além da formação cívica;
Articulação com docentes de outras áreas que pudessem enriquecer o Programa e a transversalidade das temáticas a outras disciplinas ou espaços escolares (biblioteca, bar da escola),
Produção de relatórios para apresentação a equipa de docentes no final de cada período letivo;
A prática contribuiu para o reforço das competências dos atores, agentes e organizações envolvidos na sua construção? Quais e em que medida?: Sim de acordo com a avaliação da Diretora de Turma “A avaliação das ações é muito positiva tendo sido realizadas mais atividades e parcerias do que as inicialmente previstas (Biblioteca Escolar, professores de história e de educação visual). Os resultados são igualmente muito positivos. Os alunos demonstraram muito interesse pelos temas abordados e pelas atividades realizadas. Denota-se uma evolução na participação e na qualidade das intervenções e reflexões dos alunos”.
Refere-se a introdução do Programa no Plano Anual de Atividades da Escola, sendo percetível uma crescente participação da equipa de docentes (introdução das temáticas nas sua horas letivas), bem como o querer saber o que se passa por outros/as Diretores/as de Turma.
A prática demonstra valor e mais-valias que garantem a sua autossustentação e viabilidade?: Sim, com a sistematização do Programa e desde que a Direção da Escola considere pertinente a intervenção, esta poderá ser replicada e/ou ter continuidade na mesma Escola com outras turmas. Será também possível de replicar a outras Escolas.
Liste e anexe evidências relevantes para aprofundamento da prática (links sites, fotografias, documentos resumo, documentos síntese de avaliação, testemunhos, notícias, etc.: Relatório de Ação
Fotografias
Relatórios de Progresso do Projeto Parentalidades
Avaliação da Diretora de Turma
Cartazes

Anexos

Relatu00f3rio-Progresso-Parentalidades-janeiro-2016.pdf
relatu00f3rio1-escola.pdf
Programa-de-Prevenu00e7u00e3o-carapinheira2.doc
Cartaz.jpg

5. Transferência, Incorporação e Disseminação da Prática

Em que medida pensa que a prática pode ser útil a outras organizações?: Face ao aumento das situações de violência, bem como os dados no que diz respeito às perceções dos jovens em relação às relações intimas, à violência no namoro ou à orientação sexual, considera-se o Programa útil e de interesse em ser aplicado de forma transversal em todas as Escolas. A alteração de perceções fortemente enraizadas, como as relativas aos papéis sociais de género, bem como às relações de conjugalidade e parentalidade, implica uma ação continuada, sistemática e reflexiva. Partindo da constatação dos baixos níveis académicos e informativos de parte significativa das famílias em Portugal, a mudança desta realidade tem necessariamente que passar pelas equipas profissionais com mais habilitações, como por exemplo as existentes em meio escolar. As mudanças anuais no Ensino, continuam centradas no “saber saber” e não no “saber ser”. Cada mudança anual dos modelos de funcionamento ficam certamente mais caras ao país do que a introdução deste tipo de Programas.
Em que medida estaria disponível para apoiar uma adaptação da prática a outros contextos ou trabalhá-la em parceria com a Rede ANIMAR?: A equipa encontra-se em fase de conclusão do Projeto Parentalidades que viabilizou a construção deste Programa, estando previsto nos próximos 6 meses a sua sistematização para integrar os resultados final/ impacto do Projeto. Pelo que findo este período poderá ser possível a partilha com outras entidades desta prática. Será ainda dada continuidade no próximo ano letivo – com o mesmo grupo de alunos/as – ao respetivo Programa.
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