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Práticas de Inovação Social

UBICOOL – Voluntariado Universitário

1. Identificação da Entidade – Prática

Qual a designação da prática: UBICOOL – Voluntariado Universitário
Prática em: Referenciação
Entidade Responsável pela Prática: CooLabora – Intervenção Social
Pessoa de Contato na Entidade: Rosa Maria Carreira
E-mail: coolabora@gmail.com
Página Web e/ou Redes Sociais: http://www.coolabora.pt/index.php https://www.facebook.com/CooLabora-CRL-185540068304/?fref=ts
Telefone: 965308897

2. Identificação da Prática de Qualificação / Capacitação /Inovação Social

Identificação das áreas temáticas (Escolher a(s) opção/opções que melhor enquadre a prática): Cidadania e Igualdade, Formação / Capacitação, Inovação Social, Voluntariado, Violência Doméstica
Objetivos e finalidade da Prática: Esta iniciativa que surgiu no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado e da Cidadania Activa vem desafiar os/as jovens universitários/as a realizar actividades de promoção de uma cultura de paz e de não-violência em contextos escolares. A intervenção centra-se na dinamização de jogos pedagógicos nos recreios das escolas, tendo em vista prevenir problemas como o bullying ou a violência no namoro, e reforçar a capacidade dos alunos e alunas de resolução não-violenta de conflitos.
Beneficiários e destinatários - público-alvo: Alunos e alunas das escolas básicas e secundárias do concelho da Covilhã.
Parceiros comprometidos com a prática [Indique as organizações comprometidas, formal e informalmente, com a prática]: CooLabora

CRL

Universidade da Beira Interior

Escola Básica S. Domingos

Escola Básica 2/3 Tortosendo

Escola Secundária Campos Melo

Escola Secundária Frei Heitor Pinto

Escola Secundária Quinta das Palmeiras.
Identificação do Princípio(s) em que a prática se inscreve. Selecione uma ou mais das seguintes opções: Participação, Igualdade de Género, Equidade e Inclusividade

3. Fundamente a(s) escolha(s) acima referida(s): apenas o princípio que quer ver referenciado ou reconhecido

4. Caracterização e Construção da Prática

A que problema pretende responder? Que solução foi implementada?: À violência de género e outras formas de violência perpetrada pelos/as jovens e crianças em contexto escolar. Esta iniciativa até às escolas uma actividade regular que contribui para a sensibilização de crianças e jovens. Grupos de 2 a 4 voluntários/as preparam sessões de acordo com o perfil dos/as destinatários/as e nos recreios ou em contexto de sala de aula, colocam desafios aos/às mais novos/as que terminam sempre numa reflexão sobre a experiência vivenciada.
Que competências foram necessárias para a construção da prática?: Foi necessário ter um conhecimento profundo da realidade que se pretende alterar, nomeadamente a violência em contexto escolar. Foi necessário também conceber um conjunto de jogos e dinâmicas adequadas à temática bem como às idades a que se destinavam. Além disso, foi muito importante a capacidade de gerir uma rede de voluntariado que todos os anos lectivos se renova e a que é preciso dar resposta em termos de enquadramento dos/as voluntários/as.
Como foram envolvidos os beneficiários e destinatários da prática?: Os/as destinatários/as são os/as voluntários/as da UBI e as crianças e jovens das escolas. Quanto aos 1ºs, o envolvimento passou por sessões de esclarecimento na UBI e por campanhas de sensibilização organizadas por estudantes da UBI das áreas de marketing e de comunicação. As crianças e jovens foram envolvidos/as através de um 1º contacto com as direcções escolares. Posteriormente, em cada acção de voluntariado, o envolvimento acontece graças às dinâmicas usadas que são muito apelativas.
Que metodologias e instrumentos foram utilizados?: As metodologias de dinamização do UBICOOL são participativas na medida em que todos/as os/as intervenientes são chamados/as a participar activamente. Os/As primeiros/as dando sugestões de actividades para desenvolver nas escolas e experimentando-as previamente; desenvolvendo competências sociais e comunicacionais durante o desenvolvimento das actividades e ainda na avaliação do UBICOOL enquanto prática de voluntariado. As crianças e jovens têm também um papel muito activo já que todas as dinâmicas usadas implicam o seu envolvimento como participantes nos grupos de debate, nos jogos, etc. O instrumento base para as actividades do UBICOOL é o Coolkit – jogos para a não-violência e a igualdade de género, concebido também ele de forma participativa por alunos/as do ensino secundário. Os/As docentes das escolas, têm a oportunidade de participar em sessões de experimentação dos jogos e nas dinâmicas que ocorrem em sala de aulas ficando capacitados/as para as usarem de forma autónoma.
Que dificuldades e obstáculos foram encontrados? Quais as formas encontradas para os superar?: 1. A forma de fazer chegar aos/às alunos/as da UBI a informação sobre a possibilidade de se inscreveram no UBICOOL pois a universidade é um local privilegiado para a divulgação de iniciativas e projectos levando a que se gere alguma sobrecarga de informação. Resolvida organizando sessões nas aulas e nos bares e recorrendo a instrumentos e metodologias criados e dinamizados pelos/as próprios/as alunos/as. Surgiu depois a dificuldade.

2. Desconhecimento por parte dos/as voluntários/as de conhecimentos mais aprofundados das temáticas a abordar nas sessões. Resolvida com a organização de acções de formação temáticas: violência no namoro, bullying, etc.

3. Dificuldade em debater os jogos usados nas escolas devido ao ambiente ruidoso e de cariz lúdico dos recreios. Resolvido passando a organizar algumas sessões em sala de aula o que permite desenvolver uma reflexão mais profunda com os/as participantes.
A prática contribuiu para o reforço das competências dos atores, agentes e organizações envolvidos na sua construção? Quais e em que medida?: Oportunidade de desenvolvimento pessoal pois cada voluntário/a assume responsabilidades que vão desde a concepção das intervenções, passando pela sua implementação e terminando na avaliação da sua própria prestação e do impacto das actividades nos/as destinatários/as; Espaço de cidadania e de compromisso com o bem-estar colectivo já que os/as voluntários/as assumem uma intervenção que visa uma mudança social; Rede de relacionamento interpessoal visto que este voluntariado permite que os/as estudantes da UBI conheçam jovens de outros cursos e até de outros países criando-se uma complementaridade muito interessante nas sessões; Aprofundamento da capacidade de trabalho autónomo e em grupo. O trabalho autónomo é estimulado já que, embora sempre acompanhados/as por alguém da equipa técnica os/as voluntários/as são estimulados a assumirem as funções associadas à dinamização das sessões. O trabalho em grupo é estimulado já que cada sessão é dinamizada por um mínimo de 2 pessoas.
A prática demonstra valor e mais-valias que garantem a sua autossustentação e viabilidade?: Pensamos que sim visto que toda a actividade é baseada em voluntariado não aportando custos elevados. Tendo em conta o cada vez maior interesse das escolas nesta iniciativa, acreditamos que estas estariam dispostas a custear as deslocações e o seguro de cada voluntário/a. De facto, houve já essa manifestação de intenção por parte de uma escola que se encontra mais afastada do centro da cidade.
Liste e anexe evidências relevantes para aprofundamento da prática (links sites, fotografias, documentos resumo, documentos síntese de avaliação, testemunhos, notícias, etc.: Coolkit - Jogos para a Igualdade e Não-violência

5. Transferência, Incorporação e Disseminação da Prática

Em que medida pensa que a prática pode ser útil a outras organizações?: Esta prática é útil para todas as organizações que se comprometem com a melhoria da qualidade de vida do seu território e que possam estabelecer uma parceria com uma universidade pois contribui para a melhoria das relações entre crianças e jovens nas escolas de uma forma inovadora e não onerosa; permite aos/às jovens estudantes universitários/as o contacto com uma realidade que lhes é muito útil para a sua formação pessoal e académica; estabelece uma rede entre os vários níveis de educação de uma cidade ou concelho criando sinergias que beneficiam a progressão no ensino e a empregabilidade dos/as estudantes universitários/as.
Em que medida estaria disponível para apoiar uma adaptação da prática a outros contextos ou trabalhá-la em parceria com a Rede ANIMAR?: Sim, estamos disponíveis para colaborar na transferência para outros contextos e em parceria com a Animar.
Mostrar Entrada no Site: Sim, quero mostrar a minha entrada no site

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